31 de out. de 2010

Maturidade (Ou não)


Acordei e olhei-me no espelho do banheiro.
Ritual matinal, seguido de segunda a sexta.
Inicialmente não reparei nada de anormal em mim, olhos, nariz e dentes.
Todos no mesmo lugar.
Cabelo emaranhado, que gosta de brincar de ser leão todos os dias.
Quando noto algo diferente, que não sei dizer desde quando está ali.
Meu primeiro fio de cabelo branco.
Não acreditei imediatamente, tive que chamar uma testemunha para constatar o fato.
Tal acontecimento foi comprovado pela minha mãe, realmente era um cabelo branco e não uma ilusão matinal.
Sã, arranquei-o sem a menor piedade.
Cheguei a duas causas possiveís:
Idade ou stress.
Idade não pode ser, afinal, desfruto do auge dos meus 20 anos.
Stress, pode ser que sim, mas não.
Refleti e refleti.
Mas não cheguei a conclusão nenhuma.
Afinal isso deve ser sinonimo de maturidade (OU NÃO).

3 de out. de 2010

Circo Eleitoral


Cumpri meu dever social de votar.
Sem satisfação nenhuma, confirmo que estou em dia com a justiça eleitoral.

Porém durante tanta impunidade e palhaçada, sinto-me literalmente em um circo.
Onde o "respeitável público" é o eleitor, que paga impostos como ingresso.
E assiste ao espetaculo de palhaços, contorcionistas e ilusionistas.
E conseguem ficar encantados ou revoltados com tal espetáculo.

Com tudo isso, sinto-me cada vez mais desanimada com a politica publica nacional.
E cada vez mais tenho certeza de que "pior que está, pode ficar."

Parabéns aos politicos que driblaram a ficha limpa,
aos politicas que não tem nem o ensino fundamental, mas que vão conseguir se eleger hoje.
Obrigada por vocês ganharem no minimo R$ 12.000 a mais que eu e saberem que não vão fazer porra nenhuma para merecerem esse salário.

Um brinde a politica publica nacional que é motivo de chacota mundial.

11 de set. de 2010

Fases

Inconstante, inconfudivel, incoveniente, inteligente e incontrolável.
Infantil, insuportável, independente, inabalavel e inacabanda.
Insuficiente, inadequada, inarticulável, inaldivel e incalculavel.
Incandescente, incansavel,incendiária, incerta e incessante.
Incoerente, incomodativa, incomparável, incompativel e incompleta.
Incompreensivel, incomum, inconciliavel, indispensável e indistinta.
Indizivel, indócil, indomável, Indulgente e indutiva.
Inesperada, inestimável, inexplicável, infinita e influente.
Inimaginável, Ininteligível, inesquecível, inquieta e inqualificável.
Insana, insegura, insensata, insistente e insolente.
Instável, Insubmissa, insubordinável, integra e intrépida.

Tudo ao mesmo tempo e em tempo nenhum.
Uma verdadeira mulher de fases.



19 de ago. de 2010

Escrever e Publicar




Escrevo não pela necessidade que o ser humano tem, de se mostrar.
Escrevo pela necessidade que tenho, de tirar de mim meus sentimentos e jogá-los ao mundo.
Escrevo pelo simples fato de me sentir melhor.
Porém não torno público todos os meus sentimentos, porque em grande maioria são bem assustadores e censuráveis.
Angustias, medos, aflições, alegrias, emoções e pavores. Um misto de sentimentos e de fatos que me tornam cada vez mais humana e mais sensível.
Um dia sei, outro dia sei que não sei. Confusões.
Porque a maior batalha que enfrentamos não é contra o mundo.
No final, sempre, será eu contra eu mesma.

12 de jun. de 2010

Quem explica?



Não sei o que passa,
mas últimamente tenho pensado muito em uma pessoa...
normalmente penso em diversas pessoas ao longo do dia,
mas certo pensamento se direciona apenas uma!

Não sei, deve ser culpa do seu jeito maneiro, faceiro, meio avoado,
sorriso no canto da boca, fazendo caras e bocas,
bonito,educado, inteligente, mas às veses se diz meio carente...

Chegou assim devagar, como quem não quer nada,
meio empurrado e aos poucos foi se soltando.

Se mostrando uma pessoa boa, em todos os sentidos.
Com um grande coração,
uma daquelas pessoas que você sente vontade de ficar do lado,
de ser amigo, de acolher quando precisar.

Me instalei no lado confortavel da barreira,
me fazendo de anjo, ajudando no que fosse preciso,
ganhei um espaço, pequeno que seja, em sua vida.
Enquanto, meu novo amigo, transformou a minha vida, em uma grande dimensão.
Compartilhar as conversas desencanadas com ele,
não importa se por e-mail, msn ou pessoalmente,
me faz descobrir cada vez mais um ser Humano incrivel,
e ajuda a me descobrir.

Não me importa se daqui um mês, quase não nos falemos,
o que realmente me importa, é saber que estive no seu caminho,
e que pude contribuir, de alguma forma, na sua vida...

Nem tudo na vida acontece do jeito que queriamos,
mas acontece do jeito que precisavamos.

Saiba que se precisar estarei aqui,
e obrigada pela intensidade que trouxe a minha vida.

Tudo isso, é meio desconexo, assim como tudo em minha vida,
mas pra mim faz sentido.

1 de jun. de 2010

Não e sim, sim e não. A arte do desencontro.



 
Às vezes fico pensando em tudo que não foi e poderia ter sido e tudo o que foi e poderia não ter sido. Eu sei louca confusão. Mas a vida tem dessas coisas.
Como no amor, por exemplo. Aaah o amor, sempre traiçoeiro. Que vive atormentando o coração dos românticos apaixonados e até dos mal-amados.
Mas às vezes confundem a louca e violenta paixão, com ele. Ai o caos ta feito.
É uma sucessão de eu te amo e não me ligue mais. Mas não é disso o que quero falar e sim dos desencontros.
Desencontro não o de pessoas e sim o de ideias e sentimentos, que por sinal também é de pessoas.
Desencontros amorosos sempre são complicados, uma hora eu quero e ele não quer, outra hora ele quer e eu não quero.
Como vencer tantos desencontros de querer? Não sei, talvez tentar entender o que se quer de verdade, talvez.
Com tanto quero e não quero, será que realmente nos gostamos o suficiente?
O suficiente para abrir mão de detalhes significantes em nossas vidas??
Conforme escrevo, reflito mais um pouco. Talvez a resposta sempre existiu e não nos importamos com ela. Afinal sabemos a resposta.
Nos entendemos, nos desentendendo. Porque do jeito que está, é que esta bom.
Não sei, na verdade tudo isso é baseado na minha opinião.

Obs: Não tentem entender os pensamentos que ocorrem em plena madrugada com uma loira. Porque todos eles dependem de quem se encontra no MSN.

'

"Que sentimento é esse que me invade? Não sei, só sei que me completa." 
(Ma Vegners)

29 de mai. de 2010

Meu Cão



Olhei meu cachorro brincando, mas em geral ele não brinca sozinho.
Hoje o companheiro dele era meu gato. Observei atentamente os minutos, que para mim, pareceram um instante mágico.
Os dois brincando alegremente, um respeitando o limite do outro. Algo que, para os seres humanos, não existe.
Os dois brincavam sem se importarem com suas origens, ou se pela lei da natureza nasceram para serem inimigos. Eles não estão nem ai, apenas se divertem.
Comecei a pensar nas vezes que fui ignorante com o meu cão, quando tudo o que ele queria era apenas brincar. E em quantas vezes gritei com ele e a única reação que ele teve foi abanar o rabo.
Pensei também em quantas vezes fui rude com alguém, quando essa pessoa queria apenas conversar. Em quantas vezes não dei atenção a alguém, quando essa pessoa queria apenas a minha atenção por alguns segundos. E em quantas vezes disse mais tarde, para algo que me faça feliz, por estar ocupada demais.
Continuei observando meu cão e meu gato, até que o meu bom amigo percebeu a presença de um ser estranho, viajante que o observava. O segundo seguinte foi seguido por patas batendo no chão e rabo abanando.
Quando percebi, ele já estava pulando em mim, me lembrando que, não importa o que aconteça ou como eu esteja ele sempre vai estar me esperando, feliz. Isso é mais uma coisa que tento aprender com o meu cão.
Porque só quem tem um animal e o ama de verdade, sabe de sua importância e o quanto ele nos ensina.

28 de mai. de 2010

Perdas

Eu nunca me dei muito bem com perdas. Não é da minha natureza. E pra mim não faz o menor sentido.

Sempre tive, e continuo tendo, medo de perder as coisas e pessoas que amo. Quando criança quando acordava e não encontrava minha mãe em casa corria pro quarto dela pra olhar o seu guarda-roupa. Vai que ela me deixasse. Vivia na incerteza, mesmo sem nenhum motivo.

E assim passou os anos, porém continuo com o mesmo medo. E não importa o tamanho dele, continuo com minhas perdas.

Superar as perdas é necessário. OK. Mas não é necessários aceita-las.

Não aceito nenhum tipo de perda, desde a perda insignificante de uma blusa de frio (o qual tenho um dom extraordinário) à perda da minha madrinha no ano passado (que para mim foi muito difícil, apesar da distância em que vivíamos a alguns anos).

Por não aceitar eu sofro, antecipadamente, com a idéia de que um dia eu posso ter a pior perda de todas e não falo a da minha vida. Falo da vida de minha mãe.

A pessoa mais importante do mundo, pra mim. Sei que um dia irá acontecer, mas sei também que não irei superar. E só de pensar nessa possibilidade, sofro.

Pego esse sofrimento e transformo em momentos únicos. Como assim? Aproveito minha mãe ao máximo. Desde uma conversa despretensiosa às 06 da manhã de uma terça-feira cinzenta, a uma ótima tarde regada a sorvete de um dia ensolarado.

Em grande maioria, quem conhece a minha gordinha e o nosso relacionamento, admira. Hoje em dia um jeito de viver, livre, como o nosso é raro.

Não estou aqui pra me gabar de ter uma mãe (quase) perfeita. Mas pra mostrar o valor que dou a ela e o quanto é importante pra mim. Mesmo ela sendo (de vez em sempre) meio desajuizada e avoadinha.

Seguimos assim, no nosso mundo, eu sendo filha e mãe e ela sendo mãe e filha.


27 de mai. de 2010

Cotidiano



Os meus melhores pensamentos e as minhas mais loucas idéias, ocorrem por acaso, em geral dentro do ônibus, o balanço parece ativar meu cérebro.


Viajo. Não importa o horário, pode ser às 06 horas da manhã quando estou indo para o serviço (10 minutos proveitosos) ou no congestionamento noturno a caminho da faculdade.

Meus pensamentos caminham soltos, sem direção, se atropelam violentamente; tenho essa capacidade de pensar mil coisas ao mesmo tempo e pensar em nada.

Planejo meu dia inteiro em um segundo, pra no segundo seguinte mudar todo o roteiro.

Penso, repenso, converso e dou risada sozinha, tudo dentro do ônibus.

Sempre percebo olhares estranhos para a louca sorridente sem motivos, que está em pé absorta em algo irrelevante para os outros passageiros.

Assim sigo no meu cotidiano, com uma idéia atrás da outra, com pensamentos a mil e com um sorriso estampado no rosto.

É isso são pensamentos divertidos, censurados, diversificados e imagináveis de uma Loira.